quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Desejos para o Ano Novo

Eu te desejo tempo, para que no nervosismo do cotidiano aches a tranquilidade e o descanso necessário.
Eu desejo que reconheças que, cada obstáculo em tua vida, contém novas possibilidades de crescer.
Eu te desejo alegria, em reconhecer as pequenas coisas da vida e te alegrar com elas.
Eu te desejo serenidade para encarar as tempestades da vida com firmeza e segurança.
Eu te desejo a certeza que Deus existe, e que está ao teu lado todos os dias e horas da tua vida.
Isto eu te desejo!

(Esther Lieberknecht)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"A gente não se liberta
de um hábito
atirando-o pela janela:
é preciso fazê-lo descer a escada,
degrau por degrau."

Mark Twain.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A FITA ROSA

O que os homens tem a ver com o câncer de mama?

Um elegante homem de meia-idade entrou calmamente em um café e sentou-se.
Antes de fazer seu pedido, ele pôde perceber que um grupo de rapazes, sentados a uma mesa próxima, estavam rindo dele. Ele logo deduziu que o motivo era uma pequena faixa rosa na lapela de seu terno.
Muito incomodado com a situação, ele mostrou a faixa aos rapazes e perguntou:
- É isto?
Todos gargalharam. Um deles disse: – Desculpe-me cara, mas nós estavamos apenas comentando como esta pequena faixa fica bonita no seu terno azul.
O homem, então, tranqüilamente, convidou-o para sentar-se com ele. O rapaz, apesar de constrangido, concordou.
Educadamente, o homem lhe explicou que estava usando a faixa para alertar as pessoas sobre o câncer de seio. E concluiu:
- Eu uso isto em honra da minha mãe.
O diálogo prosseguiu:
- Oh, lamento amigo. Ela morreu de câncer nos seios…
- Não. Ela esta viva e passa bem. Entretanto, seus seios alimentaram-me na infância, e confortaram-me quando estava assustado, ou sentia-me solitário. Eu sou muito grato pelos seios de minha mãe e por sua saúde.
- Hummm, retrucou o rapaz – sei…
- E eu uso esta faixa em honra de minha esposa também.
- E ela também esta ok?
- Oh, sim. Ela está otima. Seus seios tem sido uma grande fonte de amor e prazer para nós dois; e com eles, ela nutriu e alimentou a nossa linda filha ha 23 anos. Eu sou agradecido pelos seus seios e por sua saúde também.
- Humm. E eu suponho que você use isto em honra de sua filha também?
- Não. É muito tarde para honrar a minha filha, usando isto agora. Minha filha morreu de câncer nos seios há um mês. Ela pensou que era muito jovem para ter esta doença; e quando, acidentalmente, notou um pequeno inchaço nos seios, ela ignorou-o. Ela pensou que estava tudo bem, uma vez que não sentia dores; e que não havia motivos para preocupar-se.
Chocado e envergonhado, o soberbo rapaz disse:
- Oh, cara, eu lamento muito.
- Então, em memória de minha filha, eu, orgulhosamente, também uso esta pequena faixa rosa. Através dela, tenho tido oportunidades de elucidar as pessoas. Agora, vá para casa e converse com sua esposa e suas filhas, sua mãe e seus amigos.
E o homem, então, deu ao rapaz uma faixa para que ele também a usasse.
O rapaz ergueu a cabeça, vagarosamente, e pediu:
- Você me ajuda a colocá-la?

III João 1:2 “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.”

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PAPO SÉRIO> VOCÊ SABE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM SEUS FILHOS??

Leia com atenção!!!

PULSEIRINHA DO SEXO>

São pulseiras comuns, que qualquer garota usaria para ir ao colégio,
feitas de silicone, em cores vibrantes e de aparência inocente.
Mas nos últimos dias passaram a deixar muitos pais preocupados
com rumores sobre seu verdadeiro significado. Segundo um modismo
que surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil recentemente, arrebentar
a pulseira de determinada cor obrigaria o portador da pulseira a se
submeter ao ato correspondente àquela cor. Pulseira amarela,
por exemplo, equivaleria a um abraço. Pulseira preta, a sexo.

Não demorou muito para a novidade se espalhar pela internet e chegar
ao Brasil. Redes sociais como Orkut e Facebook têm comunidades
dedicadas aos fãs das pulseiras. Uma delas já reunia 40 mil seguidores
na semana passada, a maioria perfis de crianças e adolescentes. Embora
seja comum encontrar jovens com o braço carregado de pulseiras, parte
deles parece desconhecer seu significado. “Eu parei de usar quando
descobri, mas vejo um monte de meninas do fundamental usando
sem saber”, diz a estudante Bárbara Campos, de 15 anos, aluna de
um colégio particular de São Paulo. Seu namorado, no entanto,
ainda carrega três pulseiras no pulso: uma preta, uma branca e
uma vermelha. “Se outra menina estourar as pulseiras dele,
eu vou ficar muito brava.”

Como pais e educadores deveriam reagir diante da conotação sexual de
uma inocente pulseira de silicone? “Proibir não adianta, porque o
adolescente pode se sentir excluído quando vir que os colegas
continuam usando”, diz a psicóloga Denise Diniz, da Universidade
Federal de São Paulo. “Os pais devem aproveitar a oportunidade
para debater sexualidade em casa.” Os colégios se dividem entre
proibir ou ignorar o uso das pulseiras. “Acreditamos que esse jogo
não passe de um modismo, mas os pais podem e devem impor seus
limites, sem alarde”, diz Silvana Leporace, coordenadora educacional
do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Modismo ou não, não custa
nada para os pais dar uma olhadinha no que os filhos andam usando no pulso.

.......

10/12/2009 - 19:32 - Atualizado em 11/12/2009 - 21:57

A pulseirinha do sexo

Os jovens aderem à moda dos braceletes coloridos – muitos deles sem saber de seu significado erótico

Andres Vera

São pulseiras comuns, que qualquer garota usaria para ir ao colégio, feitas de silicone, em cores vibrantes e de aparência inocente. Mas nos últimos dias passaram a deixar muitos pais preocupados com rumores sobre seu verdadeiro significado. Segundo um modismo que surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil recentemente, arrebentar a pulseira de determinada cor obrigaria o portador da pulseira a se submeter ao ato correspondente àquela cor. Pulseira amarela, por exemplo, equivaleria a um abraço. Pulseira preta, a sexo.

Não se sabe como surgiu esse código nem como ele se espalhou entre os adolescentes. Na Inglaterra, as pulseirinhas ganharam o nome de shag bands (algo como “pulseiras da transa”). Lá também surgiu o jogo chamado “snap” (estouro, na tradução do inglês) e o dicionário de cores (leia o quadro abaixo). O assunto chamou a atenção da imprensa e virou motivo de alarde entre pais e educadores quando crianças do ensino fundamental começaram a usar as pulseiras.

Não demorou muito para a novidade se espalhar pela internet e chegar ao Brasil. Redes sociais como Orkut e Facebook têm comunidades dedicadas aos fãs das pulseiras. Uma delas já reunia 40 mil seguidores na semana passada, a maioria perfis de crianças e adolescentes. Embora seja comum encontrar jovens com o braço carregado de pulseiras, parte deles parece desconhecer seu significado. “Eu parei de usar quando descobri, mas vejo um monte de meninas do fundamental usando sem saber”, diz a estudante Bárbara Campos, de 15 anos, aluna de um colégio particular de São Paulo. Seu namorado, no entanto, ainda carrega três pulseiras no pulso: uma preta, uma branca e uma vermelha. “Se outra menina estourar as pulseiras dele, eu vou ficar muito brava.”

Vendidas por camelôs em qualquer cidade grande brasileira, a novidade ficou conhecida por aqui como pulseira cool (legal, na tradução do inglês), pulseira da amizade ou pulseira da malhação. Um pacote com 20 unidades, de cores sortidas, custa cerca de R$ 1. Entre os mais jovens e os que não levam o sentido do snap a sério, as pulseiras também resumem o “currículo” sexual da pessoa. Vale a mesma regra das cores: quem já fez sexo pode exibir sua pulseira preta. Os mais “populares” costumam usar a cor dourada.

Como pais e educadores deveriam reagir diante da conotação sexual de uma inocente pulseira de silicone? “Proibir não adianta, porque o adolescente pode se sentir excluído quando vir que os colegas continuam usando”, diz a psicóloga Denise Diniz, da Universidade Federal de São Paulo. “Os pais devem aproveitar a oportunidade para debater sexualidade em casa.” Os colégios se dividem entre proibir ou ignorar o uso das pulseiras. “Acreditamos que esse jogo não passe de um modismo, mas os pais podem e devem impor seus limites, sem alarde”, diz Silvana Leporace, coordenadora educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Modismo ou não, não custa nada para os pais dar uma olhadinha no que os filhos andam usando no pulso.



ESTOURO
Adolescentes com as “pulseiras da amizade”. Arrebentar a de outra pessoa é um convite à intimidade

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

As Estações


Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que eles aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado. Por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma pereira que estava plantada num distante local.

O primeiro filho foi lá no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o quarto filho no outono.

Quando todos haviam partido e retornado o pai os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que havia visto.

O primeiro filho disse que a árvore era feia e retorcida.

O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas.

O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.

O último filho discordou dos outros dizendo que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, de vida...

O homem então explicou aos seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore...

Ele falou que não se pode julgar uma árvore ou uma pessoa, por apenas uma estação. A essência de quem eles são, o prazer, a alegria e o amor que vem daquela vida, podem ser medidos apenas no final, quando todas as estações estão completas.

Se você desistir quando for inverno, você perderá a promessa da primavera, a beleza do seu verão, a expectativa do outono.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.

Não julgue a vida apenas por uma estaçõ difícil.

Persevere atracés de caminhos difíceis e melhores tempos virão de uma hora para outra!!!

(retirado da agenda de 2010 da OASE)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O FILHO

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte.
Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael.
Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.
Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra.
Foi muito valente, e morreu na batalha, quando resgatava outro soldado.
O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, justo antes do Natal, alguém bateu na porta...
Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse ao pai:
"Senhor você não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida, ele salvou muitas vidas nesse dia, e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo assim, instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pela arte".
E o rapaz estendeu os braços para entregar a tela:
"Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto".
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.
Ele olhou com profunda admiração a maneira em que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura.
O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos se encheram de lágrimas.
Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu pagar-lhe pela pintura.
"Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim. Essa pintura é um presente".
O pai colocou a tela a frente de suas grandes obras de arte, cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde, e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte.
Muita gente importante e influente, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do filho.
O leiloador bateu seu martelo para dar início ao leilão.
Começaremos o leilão com o retrato "O FILHO".
"Quem oferece por este quadro?" Um grande silêncio...
Então um grito do fundo da sala: "Queremos ver as pinturas famosas!!!", "Esqueça-se desta!!!!".
O leiloador insistiu... "Alguém oferece algo por essa pintura?? R$ 100? R$ 200?" Mais uma vez outra voz:
"Não viemos por esta pintura!, viemos por Van Goghs, Picasso,... Vamos as ofertas de verdade..."
Mesmo assim o leiloador continuou... "O FILHO!!! O FILHO!!! Quem leva o filho?"
Finalmente, uma voz : "Eu dou R$ 10 pela pintura", era o velho jardineiro da casa.
Sendo um homem muito pobre, e esse era o único dinheiro que podia oferecer. "Temos R$ 10! Quem dá R$ 20?" gritou o leiloador.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas, para completarem sua coleção.
Então o leiloador bateu o martelo, "Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendida por R$ 10!!!"
"Agora vamos começar com a coleção!!!", gritou um.
O leiloador soltou seu martelo e disse:
"Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final."
"Mas, e as pinturas?" disse os interessados.
"Eu sinto muito", disse o leiloeiro, "quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do dono. Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento. Somente a pintura do filho seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as posses deste homem inclusive as famosas pinturas. O homem que comprou O FILHO fica com tudo!..."
Reflexão: Deus nos entregou seu filho, que morreu numa cruz a 2000 anos.
Assim, como o leiloador, a mensagem hoje é O FILHO, quem ama o filho tem tudo.
Compartilhe essa mensagem, com um amigo, alguém que goste muito.
Sua vida não é uma coincidência, é um reflexo de ti...

SITUAÇÃO BRASILEIRA ATUAL

Num país onde a audiência de programas televisivos como Ratinho e Leão Livre supera a da novela "Os Maias", obra de Eça de Queiroz, adaptada por Maria Adelaide Amaral e levada ao ar pela rede Globo, pode-se dizer que Sílvio Santos, com seu Show do Milhão, pelo menos tem prestado um bom serviço ao país, na medida em que seus telespectadores, na pior das hipóteses, têm acesso a informações bem mais úteis e sadias que aquelas apresentadas pelos senhores Ratinho e Leão.
As informações que podem ser obtidas ao assistir o Show de Sílvio Santos não se restringem às respostas - quando corretas, fornecidas pelos participantes do programa. Estas estão dentre as que considero sadias. A informação mais importante e mais útil é dada através do programa, que possibilita uma reflexão acerca da miséria intelectual das classes menos favorecidas que ali se expõem em troca de dinheiro, na esperança da realização de algum sonho. Na esmagadora maioria, o sonho da casa própria.
Há poucos dias fiquei comovida com uma participante do programa em questão. Tratava-se de uma jovem de 15 anos, natural de Ilhéus, na Bahia, aluna do segundo ano do ensino médio de uma escola pública. A moça disse ao apresentador do programa que a mãe comprara a revista do SBT enviando o cupom correspondente em seu nome. A filha deveria ser considerada o membro da família mais preparado intelectualmente para tal empreitada. Na platéia o pai, motorista de táxi, fitava a filha com orgulho. A moça, quando indagada sobre a razão de sua presença no programa respondeu que seu único e grande sonho era pagar um tratamento para a mãe, acometida de uma doença que está lhe paralisando as pernas. Nem ela nem o pai souberam dizer qual a doença, nem tinham idéia do preço do tratamento.
As primeiras perguntas, como sabem os que já assistiram o Show do Milhão, são as mais fáceis possíveis. Para meu espanto, a jovem do 2º ano do Curso Médio quase nada sabia. Queimou todas as suas possibilidades pedindo cartas, pulando as perguntas e pedindo ajuda aos universitários. Por sorte, com toda essa ajuda, chegou, se não me engano, aos 30.000 reais. Daí para frente, era tudo ou nada. Eis então que a pergunta apresentada era a seguinte:
Machado de Assis escreveu: a) O Auto da Compadecida; b) Quincas Borba; c) A Bela Adormecida; d) esta alternativa não consigo me lembrar. Como não tinha mais nada a que nem a quem recorrer a garota disse que a obra de Machado era A Bela Adormecida.
Sílvio Santos deu todas as dicas possíveis para que a moça percebesse que era Quincas Borba, mas a moça disse que estava convencida da resposta, ou seja, do chute, que estava dando. O que mais me comoveu nessa história toda, não foi o fato de que a moça saiu dali, talvez, sem o dinheiro suficiente para o tratamento da mãe. Ou talvez tenha, pois nem ela nem o pai tinham idéia do valor necessário para a realização do sonho da filha.
O mais comovente nessa história é a certeza de que vivemos na ilusão de um Estado Democrático de Direito. Num eterno estado de coisas nem democrático - porque não é justo, nem provido do mínimo direito a uma educação decente o suficiente que propicie a uma aluna do 2º ano do curso médio de uma escola pública o conhecimento de que um tal Machado de Assis não teria escrito a Bela Adormecida. Sim, porque pior do que não saber que Quincas Borba é uma obra de Machado de Assis é pensar que A Bela Adormecida seria uma obra dele.
Pergunto ao leitor: um aluno que, pelo jeito, nunca ouviu falar em Machado de Assis terá a oportunidade de chegar aos bancos da Universidade? Fico pensando se aquela jovem de Ilhéus conhece ao menos Jorge Amado, baiano como ela, e mais, que usou a terra natal da moça como cenário de alguns de seus livros. Jovem da Bahia, terra de ACM. Seria este conhecido por ela e seus familiares? Creio que sim. Bela jovem de Ilhéus, adormecida pela ignorância provocada pela falta de qualidade da educação pública no país.
Triste povo brasileiro adormecido que não se compadece com os excluídos da sociedade. Infeliz população que passivamente assiste ao show de um presidente que governa soberano através de Medidas Provisórias. O que era para ser exceção virou regra.
Triste da nação que assiste passivamente as atitudes de um Legislativo que legisla como quem dança conforme a música; que assiste sem a mínima consciência a tentativa de se calar o Ministério Público sem analisar o significado e as conseqüências de tal medida; de um povo que assiste de modo inerte o quanto está hoje comprometida a independência do Poder Judiciário. Inércia só compete ao juiz, que precisa ser provocado para realizar a justiça. Ao cidadão compete ser responsável, fazendo valer seus direitos e, antes de tudo, cumprindo seus deveres. Responsabilidade, pressuposto da cidadania, significa responder pelos atos praticados. Só podemos responder por aquilo que conhecemos. A moça não pode responder as perguntas de Sílvio Santos porque é mais uma vítima de um sistema cruel.
Mais cruel é saber que no show do Brasil do terceiro milênio a classe média continua no papel de mera espectadora. Justamente a classe que deveria ser a mais responsável. Porque nem é pobre nem é rica. É a classe que não tem identidade. Tem apenas ilusão: a de viver numa plena democracia. Democracia, decididamente, não é um país onde poucos têm muito e milhões passam fome.
Triste de um povo que vive numa sociedade dividida em classes sociais das quais a média não se organiza, mas assiste passivamente ao show de competência dado pelo poder de organização dos presos, comandados pelo PCC, uma organização criminosa. Vide os presídios de São Paulo, que realizaram 29 rebeliões simultâneas, mobilizando 27.000 detentos, o que serve para nos alertar sobre o fato de que o crime está mais organizado do que pensamos.
Infeliz do povo que não percebe que o show está apenas começando. O show dos milhões, que não conhecem Machado de Assis, mas que começam a se organizar, ensinando às classes mais favorecidas que uma sociedade egoísta, fundada no individualismo só tende a piorar. O jogo do Show do Milhão, pelo menos, possibilita a alguns a realização do sonho da casa própria. O jogo da vida, muito mais complexo, não tem possibilitado nem a esperança de um mundo mais digno para nossos filhos. Em tempo: Aquele tal de Machado de Assis termina seu livro Memórias Póstumas de Brás Cubas dizendo " Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria".

Maria Luiza Tonelli - Professora

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

COP 15

"Começou dia 7 a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima, que irá marcar as nossas vidas para sempre."

Esse acordo sucederá o Protocolo de Kioto,
e as decisões que tomarem influenciará o futuro de todos nós.
Então, se cada um fizer um pouquinho, quem sabe, ajuda
mas se não ajudar, pelo menos se fica com a consciencia tranquila!


Proponho fazermos um movimento na internet!
E Maria Oliveira do blog "fazendo arte" criou o Selinho abaixo que significa a influência da poluição no clima!


Convido a todos a copiar o Selo Poluição: Não! e publicar em seus blogues!
(e convidem mais amigos para postá-lo também)


Poluição: NÃO!
Pollution: NO!






VEJA MAIS:
* procure por algum evento perto de você e participe!


(No Brasil tem até agora 111 eventos)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

As mãos



As tuas quais são?

Há mãos que sustentam e mãos que afagam;
Mãos que edificam e mãos que destroem;
Mãos que denunciam e mãos que anunciam;
Mãos que se abrem e mãos que se fecham;
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas;
Mãos que destroem e mãos que edificam;
Mãos que batem e mãos que recebem pancadas;
Mãos que apontam e guiam e mãos que desviam;
Mãos que são temidas e mãos desejadas e queridas;
Mãos puras e mãos que carregam censuras;
Mãos que pesam e mãos que aliviam;
Mãos que operam e curam e mãos que amarguram.

A diferença está no AMOR que as mãos carregam!

(retirado da agenda de 2010 da OASE)

Como acabar com um grupo


Não frequente as reuniões do seu grupo, mas, quando aparecer, procure algo para reclamar;

Se comparecer a qualquer atividade, encontre falhas no trabalho de quem está lutando pelo grupo;

Nunca aceite uma incumbência. Lembre-se que é mais fácil criticar do que realizar;

Se a diretoria pedir sua opinião sobre determinado assunto, responda que não tem nada a dizer e depois, em conversas particulares, espalhe como deveriam ser as coisas;

Não faça nada mais do que o absolutamente necessário. Porém quando os dirigentes estiverem trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, afirme que seu grupo está "dominado por um grupinho";

Não leia os informativos do grupo e publicações sobre ele. Afirme que não tem assuntos de interesse e, melhor ainda, diga que não os recebe regularmente;

Se for convidado para qualquer cargo, recuse alegando falta de tempo. Depois critique com afirmações do tipo "Essa turma quer é sempre aparecer nos cargos...";

Sugira, insista e cobre realização de atividades. Quando o grupo realizar, não assuma nada. Melhor ainda, nem compareça;

Procure não incentivar atividades. Mas, quando o grupo as fizer com muito trabalho, afirme: "Eu sabia que ia dar certo";

Se receber um questionário de pesquisa ou formulário pedindo sugestões, não preencha. E, se a diretoria não adivinhar suas idéias e seus pontos de vista, critique e espalhe a todos que é ignorado;

Após toda essa colaboração espontânea, quando cessarem as publicações, as reuniões, o lazer e todas as atividades, enfim, quando o seu grupo se acabar, estufe o peito e afirme com orgulho: "Eu não disse?!"

(retirado da agenda de 2010 da OASE)